19 de outubro de 2015
Texto: Por que eu sou assim?

Texto: Por que eu sou assim?

É na melhor parte do sono que o despertador toca. Droga! Já são 05h30min da manhã.
Antes de levantar fico alguns minutos rolando na cama e me perguntando o porquê de ter que ir para a faculdade há essa hora. Mas a responsabilidade sempre fala mais alto e acabo levando da cama, rumo ao banheiro, tal qual um zumbi. Como eu odeio acordar cedo.

Em meio ao banho, a troca de roupa e o café da manhã, vou listando mentalmente tudo que preciso fazer durante o dia. Todas as tarefas, as atividades e os compromissos firmemente salvos no meu HD interno. Inclusive penso em anota-los em um caderninho, mas é claro que acabo esquecendo. Sempre confio demais na minha memória e sempre acabo me ferrando de alguma maneira.

Saio de casa em direção ao ponto, pronta para pegar mais um ônibus lotado. A rua ainda está um pouco deserta devido ao horário e o frio gelado da manhã é o que consegue me despertar. Pego o meu transporte particular que divido com mais umas 70 pessoas, e sigo em direção a mais um dia.

Faculdade, aulas ótimos, bate papo com os amigos. Trabalho, serviços chatos e colegas mesquinhos. Nada fora do comum. Então me lembro das tais tarefas que eu havia para fazer hoje, mas, para quê fazer agora? Ainda tenho o dia todo. Daqui a pouco faço. E o dia passa como outro qualquer.

Às 19 horas da noite, me preparo para voltar para casa. Mais alguns ônibus lotados, mas dessa vez o trânsito resolve aporrinhar. Estou cansada e morta de fome, só consigo pensar em comer e ir dormir. Pena que ainda tenho que fazer aquele trabalho da aula de “redação publicitária I” que enrolei três semanas para fazer.

Chego em casa, tomo banho, como qualquer besteira, bato um papo com minha mãe e fico alguns minutos mimando minha cachorra. Então sento para fazer o tal trabalho… E opa! Notificação no face, vou olhar rapidinho o que é. Quando vejo já estou rolando pelo feed. “Ok, agora preciso focar”, penso. Então escuto uma notícia no jornal que está passando na tv da sala e decido que preciso twittar sobre. Mais uma vez, me pego olhando o feed, mas dessa vez do twitter. Depois de ter enrolado mais um pouco, finalmente me concentro em meu trabalho. “Tec tec tec tec tec tec” e depois de mais alguns “tecs” termino o texto de duas páginas. Está lindo, com certeza vou tirar uma boa nota.

Finalmente deito na cama. Antes do sono chegar sempre tem aquele borbulho de pensamentos aleatórios não é? Penso na história do livro que estou viciada, penso na última viagem que fiz com meu namorado, penso em respostas melhores que eu poderia ter dado em uma discussão com um amigo e… Não acredito que deixei de marcar mais uma vez o exame que estou a quase um mês enrolado para marcar! Esqueci também que tinha que ter passado no pet shop para comprar os ossos da Lola, e que eu havia marcado de almoçar com a Mari, e de ligar pro Buffet para acertar os detalhes da festa de sexta, e de passar na costureira para pegar a calça que já está lá a uma semana… Droga, esqueci de tudo! Por que eu enrolo tanto meu Deus? É minha memória ou será só a preguiça mesmo?

Eu deveria ter anotado tudo no caderninho quando tive a chance.


25 de agosto de 2015

Texto: Fui passear e refleti sobre a vida

Eu amo o Rio de Janeiro.
Para quem não sabe, sou carioca. Carioca da gema, carioca merrrrrrrmo, e eu amo a minha cidade. Sou realmente apaixonada. É claro que nem tudo são rosas, temos milhares de dificuldades e de pontos negativos, mas quando eu paro para pensar e analisar o que está ao meu redor, é impossível não ficar maravilhada.

Amo esse clima de verão o ano todo (apesar de sentir muita falta de um inverno verdadeiro), as pessoas, os lugares, essa eterna sensação de férias, festas… Felicidade. Acho que esse é o sentimento que melhor descreve, felicidade. Impossível olhar para essas paisagens e não agradecer a Deus.

Ok, e dai né? Hahahaha. Calma, vou explicar!

No último final de semana resolvi tirar um dia para turistar pela cidade com o boy (coisa que eu mais amo fazer, depois de curtir um show). Nosso destino escolhido foi o Pão de Açúcar, o famoso passeio de bondinho. Decidimos ir no final do dia, justamente para pegar o dia, o pôr do sol e a noite. Eu já havia ido duas vezes anteriormente, mas eu era tão pequitita que, sinceramente, nem lembrava de nada.

Como já falei, tenho um caso de amor sério com paisagens, então imaginem a minha empolgação.  Quando cheguei lá em cima e olhei para o que me aguardava… Eu não tinha palavras. É lindo, é incrível e é maravilhoso. Parecia que eu estava diante de uma pintura, e na verdade, não deixa de ser não é?

Rio de Janeiro

Fiquei emocionada. Se não tivesse tanta gente por perto eu com certeza teria chorado, juro hahaha. Me senti minúscula e completamente insignificante diante daquela perfeição. De repente, todos os meus problemas, preocupações e chateações sumirão… Na verdade, me pareceram completamente ridículos e bobos. Foi um momento de grande reflexão e agradecimento.

E é claro, aproveitei para fotografar mucho!!

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

Muitas fotos né? Hahaha. Foi muito difícil escolher entre várias, e acreditem, eu enxuguei muito! Desculpem por isso.

Qual meu objetivo com esse post? Sinceramente? Nenhum. Na verdade, não sei. Talvez, apenas compartilhar essa sensação e essa beleza deusa que tenho por aqui. Fiquei tão fascinada que precisava compartilhar.
Talvez também eu tenha exagerado na descrição. Sou tão boba e tão movida pelos sentimentos, que qualquer coisa é capaz de me fazer extremamente feliz. Opa, qualquer coisa não! Foi o Rio de Janeiro, a cidade que eu disse ser apaixonada, a minha cidade. Tá ai o motivo de “cidade maravilhosa”… Com apenas um olhar foi capaz de despertar inúmeros sentimentos e sensações em mim.

Pensando bem, não exagerei não.

Só sei que reacendeu em mim um grande desejo de aproveitar e curtir. Ou melhor, viver. E claro, poder ter o privilégio de ver outras paisagens igualmente lindas em outras cidades e países. São esses momentos que fazem a vida valer a pena e que dão graça aos nossos dias, pelo menos á minha vida e aos meus dias.

Agradecer sempre, aproveitar cada minuto e ir em busca do possível e do impossível.